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Todos os anos celebramos com pompa e circunstância o Ano Novo. E bem. Os recomeços são bons, dão esperança. São a oportunidade de fazer diferente.

Devíamos tentar o mesmo com os dias.

Não digo festejar todas as meias-noites com champanhe mas, pelo menos, refletir sobre o que vamos fazer com as 24horas novinhas em folha que temos pela frente.

Quantas vezes não nos deitamos a pensar no que podíamos ou devíamos ter feito e não fizemos. Quantas noites não ficamos acordados a conversar com a nossa pesada consciência – e quanto mais conversa lhe damos mais ela incha e pesa. Quantas noites não tentamos procurar pelo tempo que fugiu sem que saibamos para onde foi ou o que fizemos com ele.

Talvez tudo isto seja inevitável e faça parte da vida. Ou então, talvez devêssemos definir mais vezes os nossos objectivos.

Se tomamos resoluções de Ano Novo, porque não de Dia Novo?

-“Hoje vou ser mais tolerante; hoje vou ao ginásio; hoje não vou fumar; hoje vou dizer aos que me são queridos que são queridos…

Hoje,  vou respirar com mais calma; vou olhar à volta; vou sentar-me num jardim, vou ser melhor pessoa.”

Hoje, só hoje.

Amanhã é outro dia, novinho em folha para errar melhor.

 

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