A&Z

É (quase) impossível falar de amor romântico sem recorrer aos seus grandes clichés. Mas será que não passam disso mesmo?

Hoje escolhi dois para testar a sua veracidade.

(Atenção que esta interpretação não assenta em qualquer base científica.
É livre, espontânea e muito pessoal.)

Clichê nº1

O Amor é lindo

Verdade. O amor é lindo, sobretudo para quem ama mas também para quem está de fora a testemunhar.
Quem nunca viu a transformação a que pode levar o amor. De alma, claro, mas também física. Há uma luz que se acende nos olhos de quem ama. Uma leveza no ser como quem encontrou alguém para partilhar o peso da vida que, no entanto, deixou de ser pesada; uma vontade de ser e fazer melhor.
O amor torna-nos completos. Se isso não é lindo, não sei o que é.

Clichê nº 2

Não há amor como o primeiro

Mentira. Não há amor como o último. Aquele em que estamos agora. Aquele em que nos deixámos ficar. Por amor.
O primeiro? Talvez nem fosse amor. Era uma surpresa, sem dúvida. Tudo era novo, confuso, intenso. Melhor? Não acho.
E reparem, o primeiro amor pode ser o último. Podemos ter essa sorte. No entanto, mesmo quem só tem um amor a vida toda, nunca é um só, porque o amor é orgânico. Aprende. Aumenta e diminui. Insiste mas, quando é preciso, desiste. E, embora nunca envelheça (outro cliché?), melhora com o tempo porque sabe mais. O primeiro amor é bom, mas tem um longo caminho a percorrer.

Clichés à parte, termino com uma frase de Jorge Luís Borges que tem tanto de bonita, como de óbvia:
“Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti. Mas viver sem amor acho impossível. “

 

 

 

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